CONSTRUÇÃO COM TERRA: PASSADO E FUTURO

Palavras-chave: Terra. Normas. Patrimônio. Técnicas Construtivas, Construção Sustentável.

Resumo

Este artigo apresenta uma pesquisa desenvolvida com o objetivo de analisar o emprego da construção com terra em cidades dos continentes Europeu (Portugal, França e Alemanha) e Africano (Marrocos), identificando as técnicas construtivas históricas documentadas e os padrões técnicos vigentes. Para cumprir este objetivo foi realizado o registro fotográfico de algumas construções, reunião de informações documentais, técnicas de construção e padrões normativos vigentes. Foram necessárias as seguintes etapas: constituição de referencial teórico, visita, registro fotográfico e obtenção de documentação sobre edificações e técnicas construtivas em terra em Portugal, França, Alemanha e Marrocos. Foi possível identificar a evolução da técnica construtiva e perspectivas sob o ponto de vista da sustentabilidade. As principais técnicas identificadas foram a construção em enxaimel (técnica mista), adobes e as taipas, além dos revestimentos e entrepisos em terra, normalmente conjugados com estruturas em madeira. A terra tem potencial para ser um dos materiais utilizados em construções mais sustentáveis, mas podem ser identificadas fragilidades no emprego das técnicas.

Biografia do Autor

Lisiane Ilha Librelotto, Dra., UFSC

Engenheira Civil pela UFSM (1995), especialista em Gestão da Qualidade pela UFSM (1997), mestre e doutora em Engenharia de Produção pela UFSC(1999, 2005) e pós-doutora em construção sustentável pelo Instituto Politécnico de Leiria - IPL - ESTG - Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Leiria, Portugal. É organizadora e idealizadora do evento ENSUS - Encontro de Sustentabilidade em Projeto. É editora do Periódico Mix Sustentável, líder do Grupo de Pesquisa VIRTUHAB (CNPq) e supervisora do Laboratório de Restauro, Materiais e Técnicas Construtivas Atuais e Retrospectivas - LABRESTAURO/MATEC. (CNPq). É membro das redes LENS/Brasil, LENSin (Lerning Networking on Sustainability) e Terra Brasil/Próterra.

Paulo Cesar Ferroli, Dr., UFSC

Graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Maria (1995), mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (1999) na área de Design de Produto e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004). Atualmente é professor associado III do CCE-DEGR, curso de Design de Produto da UFSC. Tem experiência na área de Desenho Industrial, com ênfase em Materiais Industriais, Processos de Fabricação e Metodologia de Projeto, atuando principalmente nos seguintes temas: design de produtos, fábricas de subprodutos de origem animal, sustentabilidade em projetos, eco-design. É co-editor da revista MIX Sustentável e co-organizador do evento ENSUS - Encontro de Sustentabilidade Aplicada em Projetos. Participa pelo INEP de avaliações de curso.

Cláudia Vasconcelos, Dra., UNIFESSPA

Possui Graduação em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário Nilton Lins (2008), Mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela UFSC/PósARQ (2011), Doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela UFSC/PósARQ (2017) e Pós-Doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela PósARQ/UFSC (2022). Atualmente, é membro do comitê de pareceristas do Periódico Mix Sustentável, do ENSUS e da IMPACT projects, membro dos seguintes grupos de pesquisa vinculados ao CNPq: Tecnologias Sustentáveis Integradas (VIRTUHAB), Tecnologia do Ambiente Construído (GTAC); e Líder do Grupo de Pesquisa Paisagem Urbana e Sistemas Construtivos (PUSC). É coordenadora do Núcleo de Estudos do curso de Engenharia Civil, do Programa Escritório Modelo de Engenharia Civil (EMEC), do Programa de Educação Tutorial (PET) da Engenharia Civil. E Editora Gerente da Revista Eletrônica IMPACT Projects.

Publicado
2022-12-27
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Como Citar
Librelotto, L., Ferroli, P., Bártolo, H., & Vasconcelos, C. (2022). CONSTRUÇÃO COM TERRA: PASSADO E FUTURO. IMPACT Projects, 1(2), 27-48. Recuperado de https://periodicos.unifesspa.edu.br/index.php/impactprojects/article/view/2077
Seção
02. RESISTÊNCIA, DESEMPENHO, PROBLEMA E RECUPERAÇÃO ESTRUTURAL