IMPACTOS DAS CAUSAS EXTERNAS NA MORBIMORTALIDADE NO BRASIL: CONSIDERAÇÕES GERAIS.

  • Jax Nildo Aragão Pinto Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará
  • Edcarlos Vasconcelos da Silva
  • Wagner Marcelo Sousa Vinhote
  • Juliana Valentim Chaiblich
Palavras-chave: Causas externas. Morbimortalidade. Transição epidemiológia.

Resumo

O objetivo do artigo é problematizar apontamentos os impactos das causas externas na morbimortalidade no Brasil, bem como estabelecer a relação com as mudanças demográficas e epidemiológicas percebidas na sociedade brasileira. A metodologia utilizada baseou-se em levantamentos bibliográficos, refletidos à luz de estudos do campo da saúde pública. As considerações evidenciam que os impactos das causas externas na constituição dos índices de morbimortalidade no Brasil refletem: i) as diferenças e desigualdades regionais; ii) que impactam na criação e efetivação de políticas públicas; iii) ligadas em maior ou menor grau aos interesses políticos regionais e de recursos econômicos para investimentos; iv) influenciadas pelas condições de vida dos jovens (15-34) que são os mais atingidos pelas mortes por causas externas. Desta feita, há evidencias de pesquisas que indicam poucas ações efetivas no sentido de enfrentar o aumento de morbimortalidade das causas externas no Brasil, que atingem principalmente os homens, evocando a necessidade de políticas de saúde integrativas a outras políticas, tanto no campo econômico, de geração de emprego e renda, como também no campo educacional.  

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Biografia do Autor

Jax Nildo Aragão Pinto, Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará
Doutor em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública - ENSP/Fiocruz, mestre em Sociologia Geral pela Universidade Federal do Pará, Especialista em Populações Tradicionais da PAN Amazônia pelo Núcleo de Altos Estudos da Amazônia - NAEA/UFPA, Especialista em Gestão Estratégica de Políticas Públicas pela Unicamp, Aperfeiçoamento em Comunicação Social pela Universidade Urbaniana de Roma e graduado em Comunicação Social (Relações Públicas) pela Universidade da Amazônia. Tem experiência em Assessoria de Comunicação Organizacional em Instituições Sociais e Eclesiais, Cooperativas e Associações de 1999 a 2012 e como docente do magistério superior desde 2003. Atualmente é docente e diretor da Faculdade de Comunicação do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas - ICSA, Unifesspa. 
Edcarlos Vasconcelos da Silva
Doutorando do Programa em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública, FIOCRUZ. Mestrado em Ensino Profissional de Matemática, UNIFRA-RS (2013-2015). Especialização em Estatística e Modelagem Quantitativa, UFSM-RS (2014-2015). Graduação em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Federal do Amapá (2006). É professor Assistente da Universidade Federal do Amapá - UNIFAP no Curso de Licenciatura em Matemática. Possui experiência docente no Ensino Superior nas seguintes áreas: Bioestatística, Estatística Inferencial, Matemática Aplicada, Metodologia do Ensino da Matemática, Teoria dos Números, Cálculo Diferencial e Integral. Possui experiência em Educação à distância pela UAB/Unifap como Tutor e Professor Formador, Ambiente Virtual Moodle.
Wagner Marcelo Sousa Vinhote
Doutorando em Saúde Pública – Escola Nacional de Saúde Pública (ENP) Fiocruz, prof. do Instituto Federal do Pará (Marabá).
Juliana Valentim Chaiblich
Doutoranda em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz). Mestre em Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia, na linha de Estudo das condições de vida e determinantes da saúde da população.pela Universidade Federal Fluminense - UFF (2016). Graduada em Geografia pela UNESA (2013) e Técnica de Vigilância Sanitária e Saúde Ambiental pela EPSJV/ Fiocruz (2008). Atuo principalmente nas seguintes áreas: Desastres e Emergências em Saúde Pública, Vigilância em Saúde, Geografia da Saúde, Epidemiologia, Análise Espacial, Geoprocessamento, Educação Profissional em Saúde.
Publicado
2021-08-23
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