O diário de Anne Frank: violência e resistência

Palavras-chave: Anne Frank. Memórias. Mulheres. Guerra. Trauma.

Resumo

Este artigo se propõe analisar O diário de Anne Frank, de 1947, avaliando como a escrita de si, o diário íntimo, as memórias autobiográficas e a autoficção possibilitam a representação do sujeito mulher, em sua transição entre infância, adolescência e vida adulta, no contexto da Segunda Guerra Mundial, de modo individual, social e historicamente nos ambientes em que viveu Anne Frank. Os principais embasamentos teóricos desta proposta são textos que privilegiam a escrita do “eu” e do testemunho, especialmente as memórias traumáticas. Nesse sentido, são utilizadas como referências as proposições de Lejeune, Foucault, Derrida, Freud e Bosi. Na perspectiva cultural da escrita de mulheres são referências textos de Virginia Woolf.

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Biografia do Autor

Joyce Rodrigues Silva Gonçalves, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutora em Letras pelo Programa de Pós-graduação em Estudos Literários da UFMG, na área de concentração de Teoria da Literatura e Literatura Comparada, na linha de pesquisa Literatura, História e Memória Cultural. MESTRE em Letras/Literaturas de Língua Portuguesa pela PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS e Graduada em LETRAS PORTUGUÊS/INGLÊS pela mesma instituição. É professora efetiva da Universidade Federal de Minas Gerais, na carreira EBTT/CP.

Referências

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Publicado
2023-01-05
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Como Citar
Gonçalves, J. R. (2023). O diário de Anne Frank: violência e resistência. Escritas Do Tempo, 4(12), 221-245. https://doi.org/10.47694/issn.2674-7758.v4.i12.2022.221245