• História: ensino, livro didático e formação de professores
    v. 2 n. 6 (2020)
    Em nossa experiência de tempo presente, parece importante nos avizinhar das reflexões — tão combatidas — do pensador Paulo Freire. Esperançar-se com a atividade docente, com o ensino de História, continua sendo uma possibilidade potente na luta pela construção de uma sociedade menos desigual. Esperançar-se por um aprender inquietante, prenhe de questionamentos sobre o tempo; esperançar-se por uma aprendizagem que não aceite passados, presentes e futuros determinados, que esteja fecunda de problematizações, se torna necessário e vital nos dias atuais. Esses sentimentos brotam também porque este dossiê (o segundo na sequência de publicação da Revista Escritas do Tempo que tematiza o Ensino de História) demonstra sinais do crescimento e do fortalecimento das pesquisas em Ensino de História, e não apenas daquelas sobre ensino de História, como defende Carmen Teresa Gabriel (2019). Assim, em alguma medida, este dossiê pode ser apreendido como um vestígio, um sinal da potencialidade que se vem constituindo o campo do Ensino de História.
  • Ensino de História, livro didático e formação docente
    v. 2 n. 5 (2020)
    Nas últimas décadas observa-se crescimento e consolidação doo ensino de História (e as questões que lhe são referentes) como objeto de estudo e de debates nos segmentos mais amplos da sociedade. Ampliaram-se sobremaneira as pesquisas que têm como objeto de investigação o ensino de História. Seminários, congressos, encontros, grupos de pesquisa, publicações em periódicos sinalizam esse crescimento, que concorre como força para a conformação do ensino de História como campo de pesquisa. Portanto, como apontam diversas pesquisas, mais do que um objeto de análise, esse conjunto de variáveis mostra a consolidação desse lugar de fronteiras. Trata-se de um campo fronteiriço que se fortalece também pela diversidade temática de seus objetos de investigação. Entre a produção especializada do campo, “ensino de História, livro didático e formação docente” aparecem entre os principais temas abordados. São abordagens que problematizam esses temas a partir de variadas questões.   O livro didático, conforme aponta a literatura especializada, é a principal ferramenta de trabalho de uma significativa parcela de professores e professoras que atuam na Educação Básica. Por outro lado, pesquisas também sinalizam que grande parte dos/as docentes que atua no Ensino Fundamental e Médio não participa das discussões especializadas que envolvem o livro didático. Nessa dimensão, o presente dossiê convida a comunidade de professores/as pesquisadores/as à reflexão e submissão de artigos que discutem Ensino de História, livro didático e formação docente. Nesse sentido, o dossiê deseja contribuir para o adensamento das questões subjacentes ao livro didático e a consequente  socialização de experiências de pesquisa e ensino sob diferentes perspectivas, desde o processo de produção material (envolvendo autores, mercado editorial e estado) e de narrativas, bem como, diferentes possibilidades de apropriação em sala de aula e sua relação com o saber histórico escolar. Por conseguinte, serão bem-vindas as problematizações de pesquisa e ensino que tematizem o livro didático e o ensino de História como espaço de reflexão e debate acerca da formação docente do professor de História. O presente dossiê conta a coordenação dos professores Erinaldo Cavalcanti (Unifesspa) e Helenice Rocha (UERJ).
  • Dossiê - Biografias e Trajetórias: vidas por escrito
    v. 2 n. 4 (2020)
    A biografia deixou de ser um pária no campo do conhecimento histórico acadêmico. Depois de vários anos de desdém pelo gênero, por parte das correntes dominantes da historiografia científica, hoje assistimos a uma proliferação de livros, artigos, teses de doutorado, dissertações de mestrado e trabalhos de conclusão de cursos de graduação na área de História que se voltam para a análise ou a construção de biografias. Obviamente, essa popularização de estudos biográficos aponta para importantes desafios e questionamentos que exigem nossa atenção: o que constitui uma biografia histórica? Que problemas teóricos, metodológicos, historiográficos e éticos as pesquisas biográficas ajudam (ou não) a resolver? Em quais âmbitos a investigação biográfica dá sinais de saturação e quais demandam mais investimentos? Os textos que compõem esse dossiê exemplificam as potencialidades da biografia, constituindo-se em uma excelente amostra do que vem sendo produzido no Brasil e no exterior nessa área. Esse dossiê conta com a organização dos professores Geovanni Gomes Cabral (UNIFESSPA), Benito Bisso Schimdt (UFRGS) e Wilton C.L. Silva (UNESP-ASSIS).
  • Religiosidades e Intolerâncias: reflexões e problemáticas do Mundo Moderno à Contemporaneidade
    v. 1 n. 3 (2019)
    Interessada em discutir sobre o universo multifacetado das religiosidades e sensível à crescente atmosfera de intolerância religiosa vivenciada não apenas no Brasil, a Revista Escritas do Tempo – vinculada ao Programa de Pós-Graduação em História da UNIFESSPA – divulga a chamada para o dossiê “Religiosidades e Intolerâncias: reflexões e problemáticas do Mundo Moderno à Contemporaneidade”, referente à sua 3ª edição (vol. 1, n. 3, fev/2020) a ser publicada em fevereiro de 2020. Portanto, a intenção deste dossiê reside em estabelecer um espaço de diálogo capaz de incorporar trabalhos que versem sobre as problemáticas decorrentes das relações entre sociedades, as manifestações religiosas e a formação dos poderes religiosos, seja no contexto dos conjuntos de questões situadas na Época Moderna ou mesmo em discussões endereçadas ao mundo contemporâneo, em espacialidades as mais distintas. A longa duração é, assim, entendida como aspecto por vezes inerente à temática em questão, principalmente quando os pesquisadores se debruçam nas mais diversas práticas sociais e culturais, bem como nas trajetórias para além do discurso religioso oficial. Por isso, a pretensa – e ambiciosa – proposta busca apontar para a heterogeneidade dos debates a serem apresentados no Dossiê, assumindo como finalidade maior o interesse em alcançar resultados capazes de demonstrar não somente as diferentes perspectivas em torno do campo das (in)tolerâncias religiosas em meio a duas temporalidades distintas, mas, também, as continuidades e rupturas pertencentes a esse processo. Do mesmo modo, abre-se espaço para os estudos referentes aos processos de intolerância contra grupos e instituições, seja no exterior, seja no Brasil, como, por exemplo, os ataques variados às religiões de matriz afro e seus seguidores, ou as discussões acerca da noção de democracia e/ou tolerância religiosa em contextos distintos são temas que precisam ser enfrentados. Serão bem-vindas análises que pretendam abordar a formatação dos poderes religiosos atuantes na Modernidade – Tribunais inquisitoriais, eclesiásticos, ordens religiosas – que dialoguem diretamente com o viés católico ou decorrente das reformas encabeçadas pelo protestantismo, bem como toda e qualquer dinâmica religiosa que, de algum modo, sofra desrespeitos, perseguições, ataques, ofensas ou descréditos por parte de seus detratores.   Esse dossiê conta com a organização dos professores Marcus Vinicius Reis (Unifesspa) e Angelo Adriano Faria de Assis (UFV).  
  • Revista Escritas do Tempo
    v. 1 n. 2 (2019)
    Acreditamos que a História é capaz de produzir interpretações sobre o passado, seja ele mais longínquo ou recente, de modo a contribuir com análises sobre o presente das diferentes sociedades humanas ao longo do tempo. Reforçamos que o combate na História é no e pelo presente. Interessa-nos compreender como a sociedade age, pensa, atua e se comporta no presente. Oportunamente, esse novo número da Revista Escritas do Tempo evidencia diferentes narrativas históricas sobre experiências e vivências de homens e mulheres em diversos momentos e por meio de distintas maneiras de interpretarem e viverem o tempo. Publicar esse segundo número envolveu esforços distintos de inúmeros/as colaboradores/as – pareceristas, autores/as, tradutores/as, editores/as, Conselho  Editorial,  Conselho  Consultivo  e  parcerias, possibilitando lançar esse periódico ao público acadêmico e também à comunidade em geral, de modo gratuito e acessível a todos/as aqueles/as que compreendem a história como campo do conhecimento capaz de articular distintos saberes e vivências dos sujeitos históricos nas suas mais amplas e diversificadas dimensões. Além disso, esse segundo número também traz consigo a responsabilidade de mantermos a qualidade editorial, uma vez que a Escritas do Tempo foi indexada no Livre!, no Diadorim e no LatinRev. Por fim, os editores convidam a todos e a todas para a leitura desse segundo número.
  • Revista Escritas do Tempo
    v. 1 n. 1 (2019)
    A  Revista Escritas do Tempo  surge com a missão de narrar e interpretar o tempo em diferentes perspectivas de análise, através de distintas interrogações, reflexões, temas e temáticas de estudo, por diferentes ângulos teóricos e metodológicos. Esse periódico nasce como uma das primeiras ações do Programa de Pós-Graduação em História (PPGHIST) da Unifesspa. Trata-se de uma revista online de acesso livre e gratuito, com periodicidade quadrimestral, recebendo propostas de publicação de artigos, dossiês, entrevistas e resenhas em fluxo contínuo. Publicar esse primeiro número envolveu esforços distintos de inúmeros/as colaboradores/as – pareceristas, autores/as, tradutores/as, editores/as, Conselho  Editorial,  Conselho  Consultivo  e  parcerias, possibilitando lançar esse periódico ao público acadêmico e também à comunidade em geral, de modo gratuito e acessível a todos aqueles/as que compreendem a história como campo do conhecimento capaz de articular distintos saberes e vivências dos sujeitos históricos nas suas mais amplas e diversificadas dimensões.