Cotas raciais, movimento negro e os núcleos afro-brasileiros: O caso da UEM

Palavras-chave: Ações Afirmativas. Cotas Raciais. Universidade Estadual de Maringá. NEAB. Movimento Negro.

Resumo

O presente texto tem por objetivo uma análise do processo de implementação das cotas para negros(as) na Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Paraná, com ênfase na articulação entre os movimentos negros locais e o Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-brasileiros (NEIAB) da instituição para as mobilizações em torno da ação afirmativa. A partir de registros e matérias jornalísticas, assim como atos oficiais e demais arquivos pertinentes ao percurso de reivindicação e adoção das cotas raciais na UEM, propomos uma reflexão acerca da importância da intersecção entre a atuação dos movimentos sociais e da intelectualidade negra para a consolidação da política afirmativa na universidade maringaense. Para tanto, o texto que se segue divide-se em duas seções: a primeira apresenta um panorama da relação histórica tecida entre os movimentos negros brasileiros, os núcleos afro-brasileiros e a pauta das cotas raciais. A segunda seção, por sua vez, aborda especificamente o processo de implementação referente à UEM, destacando a união entre o NEIAB e as organizações negras da cidade de Maringá.

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Biografia do Autor

Caroliny de Souza do Nascimento Cardoso, uem

Bacharela em Serviço Social (2009-2012) na Faculdade Estadual de Educação Ciências e   Letras de Paranavaí (UNESPAR-FAFIPA). Especialista em   Responsabilidade   Social   e   Sustentabilidade   (FAVENI-   2020-2021). Especialista em gestão em Serviço Social (FAVENI- 2019), Especialista em em Neuropedagogia da Educação pela UCP (2012-2013), Mestranda em Ciências Sociais – UEM (2021- 2022). Técnica em Recursos Humanos (2021- SEED/PR).

Marivânia Conceição Araujo

Professora titular do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá (DCS/UEM), Coordenadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-brasileiros da instituição (NEIAB/UEM). Doutora em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).

Daniara Thomaz Fernandes Martins

Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal do Paraná (PPGAA/UFPR), bolsista CAPES (conceito 4). Licenciada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá-UEM (2020), atuou como pesquisadora-bolsista vinculada ao Programa Universidade sem Fronteiras pelo Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-Brasileiros-NEIAB/UEM (2018-2019), foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência-PIBID/UEM (2017-2018), membra fundadora do Coletivo da Juventude Negra Maringaense Yalodê-Badá (2015), integrante do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-Brasileiros da Universidade Estadual de Maringá. Desenvolve pesquisa relacionada à temática das Relações Étnico-Raciais na área da Antropologia com foco em identidade, representação e branquitude/branquidade.

Referências

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Publicado
2022-04-30
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Como Citar
Cardoso, C. de S. do, Araujo, M., & Fernandes Martins, D. (2022). Cotas raciais, movimento negro e os núcleos afro-brasileiros: O caso da UEM. Escritas Do Tempo, 4(10), 10-22. https://doi.org/10.47694/issn.2674-7758.v4.i10.2022.1022
Seção
v. 4 n. 10 (2022) Dossiê: Os feitos e os efeitos das cotas raciais no Brasil