"Apesar de cônsul, incitou a resistência": um estudo de caso da diplomacia consular das cidades de Jaguarão / Rio Branco atuante na rede de apoio à Leonel Brizola

Palavras-chave: Ditadura; Resistência; Diplomacia; Fronteiras

Resumo

Esse artigo aborda a atuação dos diplomatas: Jose Nogueira Pinto Machado, cônsul brasileiro atuante na cidade de Rio Branco, departamento de Cerro Largo, Uruguai; e de Jorge Bittar, cônsul uruguaio na cidade gaúcha de Jaguarão. Ambos estavam desenvolvendo suas atividades nessa fronteira quando houve o Golpe que depôs o presidente João Goulart em 1964. Assim, diante dos rumos que o país tomava, esses diplomatas se colocaram ao lado da legalidade. Seja convocando a população à resistência ou articulando esquemas de Travessia que viabilizavam a partida daqueles que no Brasil eram perseguidos pela ditadura.

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Biografia do Autor

Darlise Gonçalves de Gonçalves, Universidade Federal de Pelotas

Graduada em História Licenciatura pela Universidade Federal do Pampa. Mestra em História pela Universidade Federal de Pelotas- UFPel. Recentemente, atua como pesquisadora no Projeto "Forças Armadas e Reconhecimento Institucional por Graves Violações de Direitos Humanos" (em andamento), coordenado pelo Front Instituto de Estudos Contemporâneos e pelo Instituto Vladimir Herzog. E-mail: darlisehistoriadora@yahoo.com

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Publicado
2022-12-28
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Como Citar
de Gonçalves, D. (2022). "Apesar de cônsul, incitou a resistência": um estudo de caso da diplomacia consular das cidades de Jaguarão / Rio Branco atuante na rede de apoio à Leonel Brizola. Escritas Do Tempo, 4(12), 152-170. https://doi.org/10.47694/issn.2674-7758. v4.i12.2022.152170